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On the road...


Não-Pertencimento

Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...

Socorro!
Alguma alma
Mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate
Nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena
Qualquer coisa!
Qualquer coisa
Que se sinta...

Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa
Que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...

(Socorro - Arnaldo Antunes)



Escrito por Signo de Ar às 00h23
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Dois pontos

Neste Novo Ano, escrevi minha carta pro papai Noel.
Eu sou assim, fora de hora.
E de contexto.
Não que eu queira me gabar, nem que isso seja sempre bom, mas é a real.
Eu posso ser duro e áspero sem querer. É que às vezes as palavras escapam ao filtro do bom senso.
Mas tenho muito respeito, sim senhor.
E gosto das coisas justas. Embora não saiba bem quem é que pode julgar o que é justo e prefira minhas calças mais largas...
Eu não tenho senso do ridículo, gosto da piada da vida e faço troça dela... Mas acho ridículo quem denigre o alheio.
E a si próprio também.
Acho ruim prejudicar de propósito, ser inconveniente pra chamar a atenção, humilhar e falar mal.
Mas se um ataque de riso em hora errada for inconveniente, esse inconveniente passa.
Eu gosto muito de brincar.
Com meus amiguinhos de 25, de 33, de 8, de 1 e de 86 anos.
Brinco de trava-línguas, de mãozinha, de pepe-já-tirei-a-vela, de adoletá, de "Maestro, qual é a música?" e de falar difícil com meus amigos “intelectualóides”. Embora não seja eu um intelectualóide, mas sim um curioso enganador.
Gosto de gente de verdade, sem adornos.
O único adorno que gosto é da máscara de disfarce do próprio Adorno, assim com A maiúsculo.
Gosto de cheiro de mato.
Gosto do que é rústico.
Gosto muito do vento, do sol e do sertão.
Gosto de moda de viola, de violão, da bossa nova e também do jazz.
Gosto de clássicos em geral.
Pareço moderno, mas sou antigo.
Gosto de um acaso que alegra a gente de repente no meio de um dia que parece vazio.
Já gostei de vários casos, agora não tenho nenhum. E gosto disso também.
Eu confio na SORTE! E ela gosta de mim.
Gosto daquela sensação perdida de ter o mundo em liberdade.
E da sensação liberta de estar perdido no mundo...
Não gosto de rave, odeio rave! Desculpe-me o pessoal do tal universo paralelo.
Meu mundo paralelo é dentro de mim, onde habitam todos aqueles de quem eu gosto, mesmo sem saber.
Meu mundo paralelo é onde guardo as pessoas incríveis e inspiradoras que encontro pelo caminho... Junto do meu característico otimismo pelo dia de amanhã.

Escrito por Signo de Ar às 00h15
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Quem sou eu:

Desde muito tempo, essa indagação “Quem sou eu:”, causa em mim inevitáveis dúvidas, não pela junção dessas três pequenas palavras, mas sim pelos dois pontos que a sucedem. Apenas dois pontos. Eles exigem um depois, um por vir e respostas que talvez não saiba dar no momento que foge: o presente.

Nessa ilusão que é o presente, observo alguém que se construiu e reconstruiu, independente do tempo ou de quem estava ao lado para segurar a mão.

Na noite de Ano Novo foi impossível pensar somente no 2007 que se despedia. Imediatamente, rememorei os 25 anos que aos poucos começam a pesar como pesa o olhar de um pai sobre um filho, ao falar sobre independência, responsabilidade e escolhas. Diante dos olhos, as imagens do que fui e quero continuar sendo, do que ainda não sou, mas certamente serei e do que poderia ter sido se as experiências pontiagudas não tivessem me repelido dos meus próprios sonhos.

Em meio a raios e trovões inesperados, durante esse um quarto de século, vejo uma família que se conserva como referencial a tudo àquilo que pretendo ensinar para os meus frutos que virão.

Amigos, cuja importância não cabe no infindável sentido da própria palavra.

A profissão, nuance de singular importância, cada vez mais próxima de se tornar uma conquista.

Amores... Assim, com reticências. Jamais conseguiria expressar o que significou cada um; os que permaneceram por muito tempo (tempo suficiente pra virar história pra contar) ou aqueles que chegaram sem pedir licença e foram embora sem dizer adeus, somente para que um dia, possa dizer aos meus netos o quanto a vida valeu à pena.

Lugares, momentos, despedidas, “até breves”, reencontros, muita fé e a certeza de querer mais.

Por hora, observo sinais de que alguns caminhos me levarão aonde realmente desejo chegar. Ainda assim, volto ao papel do temeroso filho que, atento e solitário, busca assimilar os ensinamentos do pai, quando penso na falta de “um você”, que resultaria em um “nós”.

O “você” que ainda não conheço, não sei o nome, não sei o gosto e desconheço a emoção que a simples presença causaria.Apesar da estranha sensação de aguardar alguém sem rosto, sem nome, sem forma, reservo-me na certeza de que tal espera é necessária. Assim como é indispensável sentir solidão para valorizar a companhia, sentir fome para agradecer pelo alimento, sentir-se perdido para saber a importância de ter um ideal. Minha espera me mostra a cada segundo, a urgência de viver agora tudo aquilo que representa objetivos, sonhos e conquistas. Somente depois, naquele futuro logo ali, experimentar o que jamais poderia sequer ter imaginado, sabendo que tudo perde a importância primeira, quando alguém arrebata esse lugar prioritário e fica lá para sempre.

Enquanto você não vem, sigo meu caminho e invento novas realidades, imaginando a grandiosidade desse encontro.

Enquanto você não vem... Me distraio. E isso basta.

Só enquanto você não vem.



Escrito por Signo de Ar às 22h45
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Receita para 2008

Beijo carinhoso e amoroso;

Abraço apertado e confortável;

Sono leve e profundo;

Amigos;

Um show só para mim;

Flores;

Brisa fresca no rosto;

Paciência;

Uma tarde bonita;

Feriado e praia sem agito;

Ver e ouvir o céu;

Pouca filosofia;

Oração curta e de fé;

Ficar só, mas com alguém...

Amém.

 

"Já não procuro a palavra exata

que me pudesse explicar:

ando pelos contornos

onde todos os significados

são sutis, são mortais.

 

Não busco prender o momento

belo: quero vivê-lo sempre mais

com a intensidade que exige a vida,

com o desgarramento do salto

e da fulguração.

 

E me corto ao meio e me solto

de mim, duplo coração:

o que vive, o que narra,

o que se debate e o que voa

- na loucura que redime

da lucidez."

 

(Lya Luft)



Escrito por Signo de Ar às 22h42
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Tempo, tempo, tempo, tempo...

 

Por um minuto, pensei que não soubesse mais escrever.

Na realidade, pensando sobre isso, acabei percebendo que a capacidade de balizar as palavras sempre esteve aqui. Porém, não havia o que dizer.

Esse espaço registrou um tempo onde a palavra era a única ferramenta capaz de externalizar aquilo que de nenhuma outra maneira saberia dizer. Emaranhado em meus próprios pensamentos, de longe havia um ser em processo de reconstrução, capaz de vender a alma em troca de uma resposta.

Pois não é que a encontrei...!?

 

A tal resposta pregou-me uma peça e depois de ter caminhado por estradas perigosas, descobri que ela sempre esteve no mesmo lugar. E pasmem, pois esse lugar estava tão próximo que meus olhos não conseguiram enxergar.

 

Hoje, estou em posse da peça fundamental. E consciente de que esse poder exige responsabilidade, fica registrado aqui uma espécie de recomeço.

Minha retomada.

 

Meus fiéis apreciadores devem estar se perguntando: “Afinal, qual era a resposta? Onde ela estava?”

Como mencionei, realmente ela sempre esteve num lugar onde meus olhos não podiam alcançar. Mas na intenção de simplesmente enxergá-la, esqueci de sentir.

Meus olhos não podem ver meu coração e nem por isso ele deixou de bater.

Nisso que hoje é presente, consigo olhar pra dentro e perceber que o amor esteve sempre ali, no lugar que lhe foi dado de direito. Ainda que suas representações, personificadas em tantos olhares que cruzaram com os meus, nas mãos que tocaram meu corpo e nas promessas que o tempo não sustentou, tenham riscado a pedra, isso não fez com que ela perdesse sua preciosidade.

A delicadeza de sentir como se fosse a primeira vez, somada ao reconhecimento de que a espera me transformou em alguém melhor para aquela está a caminho, interpelam-me em acreditar que tudo valeu a pena.

O amor, por questão de subsistência, encontrará seu porto em outros olhos, em outro sorriso, no abraço e na esperança de um futuro bom que me espera logo ali, nesse que não conheço por inteiro, mas que já posso sentir.

Desde sempre, ele inaugura em mim novos sonhos que ultrapassam limites que nem eu mesmo pensei que existissem.

E como são belos os novos sonhos... Acompanhados do desejo de felicidade sem concessões, minha capacidade de sentir, prepara-me para recebê-lo como ele merece me encontrar: inteiro, sereno e pronto para debruçar em todas as páginas que ainda não foram contadas.

Seja bem-vindo, novo tempo, pode chegar.

Por aqui, todo desejo. E na esperança, a certeza de que minha humanidade sempre me revela nos momentos de esquecimento, que os sonhos pueris permanecem.

Desde hoje.

Para sempre.

 

 

 



Escrito por Signo de Ar às 00h20
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Pra terminar, Quintana

"Não quero

 

Não quero alguém que morra de amor por mim...

Só preciso de alguém  que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim.

Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento,fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível.
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre.
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... E não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo,mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como sim.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão, que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas.

E que a vida é bela sim, que eu sempre dei o melhor de mim e que valeu a pena..."

(Mário Quintana)



Escrito por Signo de Ar às 15h21
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Olha eu aí

Olha eu aí

Viajando no seu sentimento

Dentro do seu coração

Olha eu aí

De repente no seu pensamento

Andando

Em sua direção

 

Um brilho no olhar

Da paixão que bateu

E já era tempo

De deixar acontecer, valer

O seu desejo e o meu

A gente às vezes

Deixa de amar

Por não ouvir

O coração falar

Por orgulho, vaidade

Ou sei lá o quê

Não vale a pena

Sentir solidão

Se posso dizer sim

Pra que vou dizer não?

Meu amor foi feito

Na medida pra você

É só me deixar provar e amar

Você vai ver

 

Olha eu aí!

(Tivas)



Escrito por Signo de Ar às 09h18
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As xícaras

Sempre chega a hora...

Todas as coisas se apresentam acompanhadas da sensação de não pertencimento junto ao todo que, até então, era todo nosso.

De repente, subitamente, surge o imenso desejo de ter as próprias xícaras.

E dividi-las com um alguém...

Apesar dos tantos sentires que vem e vão, mas no fundo são apenas farelos ou um cheiro da verdadeira busca, onde está o alguém merecedor da partilha das xícaras?

O alguém.

Ah, esse alguém que carrega o bom dia que vem depois da noite de paz.

Essa noite que sucedeu o prazer e o banho juntos, fruto de um jantar inesperado, após o encontro depois do trabalho naquele dia de feira, onde tudo parecia fora de lugar.

Até esse encontro... Tá tudo bem agora.

A companhia e mais do que simplesmente estar junto; viver-vivendo junto com...

E as nossas xícaras... Nossas cores, nossos tamanhos, nosso gosto de café para o outro.

Café e amor feitos na hora, uma combinação perfeita como cobertor e dias de frio, sempre ali.

A partilha acontecendo à vontade nos dias de paz.

Enquanto isso permaneço na espera do outro que ainda não conheço e que, absolutamente, não passou pelo meu caminho.

Sei o que é meu e tudo é tão nosso que já vou guardando as xícaras.

Vem chegando, pode entrar.

Fique tranqüilo, pois aqui mora um coração...



Escrito por Signo de Ar às 13h10
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Apenas mais uma de Amor.

Ontem estive discutindo com uma amiga do trabalho, sobre dois filmes que assistimos certo tempo atrás: Terapia do Amor e Separados pelo Casamento.

Chegamos à conclusão que definitivamente os tempos são outros. Os filmes e novelas de antigamente, inclusive a singular dramaturgia de Manoel Carlos, abordavam amores e amores...

Paixões arrebatadoras que enfrentavam holocaustos pelo ser amado, sentimentos sem medida onde diferenças de idade, religião, crenças e objetivos comuns nunca tiveram a menor relevância.

Hoje, o ser humano percebe que não é mais possível (e eu acredito que nunca foi) viver de amor numa cabana e muito menos que os opostos se atraem. Ainda que o amor seja pra sempre o sal de qualquer relação, o sabor como um todo não depende só dele.

Depois de aprender a lidar com a solidão, as pessoas perceberam que mais do que viver pelo outro, o importante mesmo é viver pra si, com o outro. E com isso surge a urgência de afinidades. Os beijos, os abraços, o sexo com o amor e o sexo por sexo, mantém uma relação por um tempo determinado e suficiente para que as pessoas sintam a necessidade da partilha, do bom papo, da simples companhia, do sonhar junto.

O que eu quero mesmo é falar de amor...

Mas não quero fazer menção ao amor sentido

Mas sim ao amor testemunhado

Ao amor que é possível enxergar

Aquele amor que se aposta...

Hoje, menina lua, se me perguntarem o que a gente faz depois que se é feliz, já sei a resposta.

Perpetua-se a felicidade e, através do outro, se divide a fim de multiplicar.

E quando há multiplicação, a felicidade fica estampada e é partilhada com todos à sua volta.

As pessoas enxergam nos olhos e na presença daqueles que experimentam o sentir, na essência...

Não existem mais dúvidas

Apesar das marés de incertezas, o amor ainda é um sonho possível.

Essa resposta encontrei na vida de duas pessoas que me são muito caras.

Não existe segredo para essa tal felicidade.

Quando há espaço apenas para cumplicidade e as coincidências.

Desejos, projetos e sonhos que coincidem.

Portanto, cabe a mim aguardar pela mesma sorte de um “amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.

 

Que assim seja!



Escrito por Signo de Ar às 15h43
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Para o viajante ausente no grande dia

Nunca te vi, sempre te amei.

É possível?

Quisera (utopia) saber de todas as coisas que cabem dentro do possível...

Impossível!

Estou à paisana, na espreita.

Quando der sinal te pego de surpresa.

Não exagere no espanto, pois sei que a expectativa é a mesma.

Da mesma forma que gêmeos são todos os sonhos, as loucuras e até os desamores...

Qual o seu rosto, qual o seu gosto?

Nos encontraremos num dia bom.

E num bom dia, boa tarde

Mas de preferência numa boa noite

Vamos experimentar-nos.

E que a imperfeição seja perfeita para aliviar os anseios

No abraço, no cheiro, nos olhos e no momento dos beijos.

 

“Quem acendeu a vela do destino

Não contava com a ventania

É tarde, chuva que demora

Olha apressado

Vazando na memória

 

Mas eu sou reza forte

Pau mandado

Nem o diabo me olha de lado

Caiu pra lá

Caiu pra cá

Se eu te encontro num desses feriados

Te pego, Te relo, te cato, te caço, te como, te devoro

E o que me der na telha

Quem é você

Fogos ou artifícios

Ou minha ultima sem telha

 

Velas e Vento

Me levam pra você

 

Meu coração

Guarda o fogo

Deixa o destino

Acender a chama

 

É tarde

Velas e vento

Estradas me levam pra tua cama”

 (Velas e Ventos – Ana Carolina)



Escrito por Signo de Ar às 09h13
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Paixões? Quero viver todas!

Tiritas pa este corazón partio...

Tiritas pa este corazón partio...

Ya lo ves, que no hay dos sin tres,

Que la vida va y viene, y que no se detiene, y que se yo...

Pero miente me aunque sea, dime que algo queda entre nosotros dos que en tu habitacion, nunca sale el sol

Ni existe el tiempo ni el dolor . 

Llevame si quieres a perder, a ningun destino, sin ningun por que

Ya lo se, que corazon que no ve

Es corazon que no siente o corazon que me miente

Amor...

Pero sabes que en lo mas profundo de mi alma  sigue aquel dolor

Por creer en ti, que fue de la ilusion y

De lo mas bello que es vivir?

Para que me curaste cuando estaba herio

Si hoy me dejas de nuevo el corazón partio?

Quien me va a entregar sus emociones?                                  

Quien me va a pedir que nunca la abandone?

Quien me tapar esta noche si hace frio?

Quien me va a curar el corazon partio?        

Quien me llenara de primaveras este enero?

Y bajara la luna para que juguemos?

Dime si tu te vas, dime cariño mio,

Quien me va a curar el corazón partio?

Tiritas pa este corazón partio

Tiritas pa este corazón partio

Dar solamente aquello que te sobra

Nunca fue copartir, sino dar limosna ,amor.

Si no lo sabes tú , te lo digo yo.

Despues de la tormenta siempre llega la calma,

Pero,se que despues de ti, despues de ti no hay nada.

Para que me curaste cuando estaba herio

Si hoy me dejas de nuevo el corazón partio.

Quién me va a entregar sus emociones?

Quién me va a pedir que nunca le abandone?

Quién me tapar esta noche si hace frío?

Quién me va a curar el corazón partío?

Quién llenará de primaveras este Enero

Y bajará la luna para que juguemos?

Dime si tu te vas, dime, cariño mío,

Quién me va a curar mi corazón partío?

Quién me va a entregar sus emociones?

Quién me va a pedir que nunca le abandone?

Quién me tapar esta noche si hace frío?

Quién me va a curar el corazón partío?

Quién llenará de primaveras este Enero

Y bajará la luna para que juguemos?

Dime si tu te vas, dime, cariño mío,

Quién me va a curar mi corazón partío?

 

(Corazón Partio - Alejandro Sanz)

 



Escrito por Signo de Ar às 15h39
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Ainda tá aqui...

Faz tempo... Eu sei.

Passaram-se quase seis meses.

O silêncio de um coração que ainda sente se revela em sentimentos cíclicos

Por essa noite ele foi capaz de sentir novamente a emoção distorcida e já considerada ausente

Saudade...

Confesso que saudade de algo que nem o próprio ser reconhece

Talvez, saudade do que poderia ter sido

Saudade de tudo o que não aconteceu

Saudade de um “nós” que nós mesmos não sabíamos

Saudade de mim mesmo

Saudade de um tempo

E Saudade da pele, do toque, do cheiro

Saudade de uma certeza que não se sabia

Ele era por mim, assim como eu era por ele

Sempre.

A Saudade foi do amor de graça!

Escancarado

Companheiro

Quanta Saudade da exaustão que batia depois da loucura dos corpos trêmulos de tanto prazer

Saudade das esperas e atrasos

Do risinho no canto da boca

E das tantas e tantas ligações que faziam parte já da rotina

Ah... Saudade daquele olhar

Da mão quente que acariciava minhas pernas, pêlos e alma

Das visitas programadas e totalmente esperadas

Saudade, muita saudade dos sonhos que não se realizaram

Das promessas que não se cumpriram

E da certeza de que era pra sempre

 

Sem tristeza, apenas com a necessária solidão

Não desejo depositar sobre outra emoção tudo isso que é Saudade

Vou senti-la até o final, esgota-la e resignificá-la

Sem culpa

Apenas com a responsabilidade por toda felicidade que um dia foi minha

Que um dia foi nossa...



Escrito por Signo de Ar às 08h41
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Eu, Jorge e a Vida...

"Vem me pedir
além do que eu posso dar
É aí que o aprendizado está
Vem de onde não sonhei
me presentear
Quando chega o fim da linha
e já não há aonde ir
Num passe de mágica
A vida nos traz sonhos pra seguir
Queima meus navios
pr'eu me superar
as vezes pedindo
que ela vem nos dar
o melhor de si

E quando vejo,
a vida espera mais de mim
mais além, mais de mim
O eterno aprendizado é o próprio fim
Já nem sei se tem fim
De elástica, minha alma dá de si
Mais além, mais de mim
Cada ano a vida pede mais de mim
mais de nós, mais além

Vem me privar pra ver
o que vou fazer
Me prepara pro que vai chegar
Vem me desapontar
pra me ver crescer
Eu sonhei viver paixões, glamour
Num filme de chorar
Mas como é Felini, o dia-a-dia
Minha orquestra a ensaiar
Entre decadência e elegância,
zique-zaguear
Hoje, aceito o caos.

E quando vejo,
a vida espera mais de mim
mais além, mais de mim
O eterno aprendizado é o próprio fim
Já nem sei se tem fim
De elástica, minha alma dá de si
Mais além, mais de mim
Cada ano a vida pede mais de mim
mais de nós, mais além"



Escrito por Signo de Ar às 13h48
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Apenas um Palpite...

"Eu sinto a falta de você   

Me sinto só
E aí, será que você volta?

Tudo à minha volta é triste
E aí, o Amor pode acontecer de novo pra você,

Palpite."



Escrito por Signo de Ar às 10h55
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Você é dez... E eu sou do bem.

Deixa o fascínio continuar vivo...

Eu sei que muitos esperam pela continuação da história abaixo, mas sinto informar que não continua.

Afinal, quem disse que precisa de continuação?

Deixa tudo assim.

A primeira me mostrou o que era Amor.

A segunda me fez sentir vivo, mesmo me levando do céu ao inferno... Tudo valeu!

A terceira... Mostrou-me que ainda posso.

E isso basta...

 

Desejo que venha mais emoção.

E que Deus permita meu coração sentir até doer.

Com toda Saudade e apesar da lembrança do que foi.

Carrego comigo cada cheiro, cada gosto e as marcas todas.

Vivemos...

E hoje há um norte.

Uma direção, mais uma vez, traduzida na canção...

 

“Eu quero um amor tranqüilo que me dê um filho, que me dê a mão

Eu quero um amor no cio pra encher o vazio do meu coração

Eu quero viver meu sonho e dentro dele tudo que eu tiver direito

Eu quero um amor sem tamanho, de um jeito que caiba dentro do meu peito

Eu quero um amor que venha me trazer o vento quente do verão

O fogo pra queimar a lenha, que me pegue em cheio feito um furacão

Eu quero viver meu sonho e dentro dele tudo que eu tiver direito

Eu quero um amor sem tamanho, de um jeito que caiba dentro do meu peito

Eu sei que tudo vai mudar, quando você vier

Pra ser o que eu vivo a esperar

Pra ser minha mulher (meu homem)

Eu sei vai ser tudo de bom

Mas esse alguém tem que acreditar

Amor foi feito pra durar...

 

Eu quero viver meu sonho e dentro dele tudo que eu tiver direito

Eu quero um amor sem tamanho, dê um jeito que caiba dentro do meu peito

Eu sei que tudo vai mudar, quando você vier

Pra ser o que eu vivo a esperar

Pra ser minha mulher (meu homem)

Eu sei vai ser tudo de bom

Mas esse alguém tem que acreditar

Amor foi feito pra durar”

 

(Feito pra durar)



Escrito por Signo de Ar às 08h10
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